Mimimi
Posted on 02 July 2010
Um bom tempo sem aparecer por aqui. Nem por falta de assunto, nem por falta de tempo. A cabeça é que tava passeando por outras bandas. Rolaram algumas coisas boas, outras nem tanto. Aí a gente para pra avaliar onde os ajustes devem acontecer. A saúde também deu um “ÊPA!” e pediu um pouco de atenção. Enfim, a vida seguindo seu curso, né?!
Tem um assunto particularmente que não me sai da cabeça. A questão de trabalhar fora ou ficar com os filhos. Li alguns blogs muito interessantes falando do assunto e gostei bastante deste aqui . Vale a pena ler outras mulheres dividindo situações que se assemelham à sua.
Queria contar a estória de duas mulheres. Minha mãe e minha sogra. São duas gerações diferentes, minha mãe tem 58 anos. Minha sogra, 76. Minha mãe, aos 24 anos, tinhas 2 filhas pequenas (depois ainda viria o meu irmão). Tinha os estudos pra terminar, a vida pra tocar. Pra isso, ela contou com a ajuda de meus avós, bem jovens na época, e que garantiram toda aquela logística truncada que é ter filhos pequenos. Ela sempre trabalhou fora, pelo menos desde que me lembro. E sei que deve ter sido um tanto complicado quando nos mudamos pra Brasília, pois éramos só nós 5. E, sim, tivemos babás/empregadas de todos os jeitos.
Minha sogra enviuvou com 30 anos de idade. E ficou só com duas crianças pequenas. Ane com 1 ano e 9 meses mais ou menos e Cuca com 6 meses. Ainda assim, com a ajuda dos pais e dos sogros ela correu atrás, passou no concurso do MP, rodou por várias comarcas no interior da Bahia até chegar à comarca de Salvador.
Foram vidas de sacrifícios e privações, mas não imagino que elas fariam diferente. E não acho que nós – falo agora por todos os filhos – gostaríamos que fosse diferente.
Aí um pedaço da estória da minha pessoa ;o) Quando engravidei da Manu tinha relativamente pouco tempo que tinha voltado para o Brasil (quem for expatriado aí levante a mão) e menos ainda que tava em Salvador. De 6 em 6 meses voltava aos U.S. por causa do greencard e tudo girava meio que em torno de uma adaptação minha.
Seis anos já se passaram e ainda não cheguei a uma conclusão do que é melhor pra mim. Tem Manu e tem Chico e há uma cobrança muito grande – principalmente de minha parte – no sentido de trabalhar fora. E uma vida inteira de sonhos e aspirações – alguns que sei não serão realizados, mas até aí tudo bem. A vida me deu outros sonhos e outros presentes e por eles sou grata.
Bom, não vou me alongar mais, muito embora o assunto possa render ainda bastante. Mas corro o risco de perder a atenção dos poucos que me visitam. Disso tudo, espero chegar a um acordo comigo mesmo do que é melhor pra mim.


4 responses to Mimimi










A escolha das duas foram de acordo com um único objetivo. Cada uma a sua maneira. Gostei do que li, sabia? Pense! E o que decidir, tenho total certeza, será visando o melhor caminho pra você e eles também. ;D
Adorei as fotos! Na primeira, é o Chico de vestido. Na segunda, todinho o jeito da Manu, mas a cara do Chiquinho!! ;D
Beijo, lovel!!
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Lu, quando a gente escreve muito perde leitores é? hummm, preciso me disciplinar então… kkkkkkk. Eu passei e ainda passo por isso amiga, olho prá um diploma de farmacêutica bioquímica pela UFPR na parede, sabendo que no momento é só enfeite e me pergunto se estou fazendo a opção certa, como é difícil né? Que haja luz pros nossos pensamentos! Cuide-se menina, às vezes quase sempre a gente cuida de todo mundo e se esquece da gente. Beijocas.
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Quando você e Carol eram pequeninas eu parei, por um longo tempo, com as minhas atividades profissionais, pois achava mais importante acompanhar seu desenvolvimento, mas sempre com a perspectiva de que um dia retomaria minha profissão e ainda me sentiria realizada nela. Tudo isso aconteceu, consegui conciliar a maternidade com a profissão e em ambas atingi a felicidade, mas aprendi que tudo na vida tem o seu tempo. Tem o tempo para plantar e tem o tempo para colher. Você é uma menina muito preparada, ainda vai chegar o seu tempo para se lançar na sua profissão e tenho certeza de que quando esse tempo chegar você terá muito sucesso e será mais feliz ainda !
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Lu, A Fê não trabalha e outro dia estávamos ao telefone e eu perguntei: “onde vc tá?” ela disse: “Com o Vinicius, a gente tá indo prá casa”, aí eu falei: “Ai, que inveja!” e ela: “e vc?”, “tomando cafezinho pra voltar pro trabalho”, ela: “ai, que inveja!”…
Concordo com a sua mãe: tudo a seu tempo e quando chegar a hora de se dedicar ao aspecto profissional, terá muito sucesso, com certeza! Beijo!
(tô lendo os posts antigos…)
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