Decoração de Natal
Posted on 25 November 2011 | 2 responses
Minha mãe outro me mandou um link da Casa e Jardim com várias dicas para decoração de Natal e gostei muito deste aqui:
Pra morrer de amor
Posted on 3 November 2011 | 2 responses
Beijomeligahoje
Trilha Sonora
Posted on 24 October 2011 | 4 responses
Sabe uma coisa boa, mas boa mesmo de ter filhos? A hora de colocá-los pra dormir. Não tô falando daquele silêncio que a casa fica depois, aquela calma hahahaha se bem que… né?! Mas não é isso, não. Tô falando daquele momento só seu e da criança. Você fazendo cafuné, segurando a mãozinha, cobrindo de beijos, ninando, cantando… De começo a criança ainda está empolgada pela agitação do dia. Quanta informação pros miúdos, né?! Mas aos poucos, os olhinhos começam a titubear, ficam pesados, os gestos que antes eram frenéticos, vão ficando lentos, se entregando. Até que Morfeu os toma nos braços.
Já li um monte de coisa sobre o sono do bebê, alguns defendem deixar o neném no berço até pegar no sono sozinho, chore o que chorar. Bom, cada um sabe como melhor arruma sua casa, não é?!
Pra mim (e isso funciona pra mim apenas), esses momentos são revigorantes e são únicos. Não abro mão. Era assim que meu pai fazia toda noite. É assim que fiz com Manu e hoje faço com Chico. Meu pai cantava pra gente Lupicínio Rodrigues, Paulinho da Viola, Chico Buarque, passando a mão no cabelo, fazendo cafuné. Lembro bem quando ele cantava Gente Humilde, eu chegava a chorar (não era que ele cantava mal, não hehehehe. ele canta muito bem). São lembranças boas que carrego comigo sempre e acredito que minha irmã também.
Aqui em casa temos a nossa trilha sonora. Chico tem as suas preferidas, as mais pedidas da semana. Manu também tinha e aí, meu amigo, a música ficava no Mode [REPEAT FOREVER] On. Aliás, tem sido raras as vezes em que canto pra Manu dormir, mas ela pede pra eu cantar Maria de Nazaré (♫ Às vezes eu paro e fico a pensar / E sem perceber, me vejo a rezar / E meu coração se põe a cantar / Pra Vigem de Nazaré… ♫).
Chico, por sua vez, tem gostado de dormir com Minha Canção ( ♫ Dorme a cidade / Resta um coração… ♫ ). Outro dia o peguei cantando pra ele dormir, bem baixinho. Fofo! E aí aos poucos, sem a gente perceber, eles vão criando as suas próprias trilhas sonoras, que compõem suas lembranças (espero que boas).
Fugindo um pouco do tema, fato é que hoje estou especialmente nostálgica. Isso por causa de uma pessoa que se foi há oito anos e deixou um vazio enorme. Fico feliz demais quando ela aparece em meus sonhos, porque sempre é um sonho alegre, ela está feliz, contando ‘causos’, fazendo chacota e botando apelido em todo mundo. Tem uma música que ela gostava quando eu cantava. Era Rosa, de Pixinguinha (♫ Tu és, divina e graciosa / Estátua majestosa do amor / Por Deus esculturada… ♫). Ai, vozinha, que saudade…
Pra encerrar, passo a bola pra Manu, cantando Minha Canção (sim, porque se eu ainda quiser que as pessoas venham aqui, melhor eu NÃO cantar. Minha avó gostava, mas ela era suspeita pra falar… rs rs rs). O vídeo é de abril de 2008, a gente nem sonhava com o Furacão Francisco na parada.
Beijo,
(PS: Leva em consideração o fato de que a pessoa aqui passou umas 3 horas pra acertar postar o vídeo da Manu, meu aniversário tá chegando, então sejam bonzinhos deixando comentários legais, tá?!)
Soneto XLIV
Posted on 22 October 2011 | No responses
Sabrás que no te amo y que te amo
puesto que de dos modos es la vida,
la palabra es un ala del silencio,
el fuego tiene una mitad de frío.
Yo te amo para comenzar a amarte,
para recomenzar el infinito
y para no dejar de amarte nunca:
por eso no te amo todavía.
Te amo y no te amo como si tuviera
en mis manos las llaves de la dicha
y un incierto destino desdichado.
Mi amor tiene dos vidas para armarte.
Por eso te amo cuando no te amo
y por eso te amo cuando te amo.
(Pablo Neruda)
Tradução
Saberás que não te amo e que te amo
posto que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem uma metade de frio.
Eu te amo para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda.
Te amo e não te amo como se tivesse
em minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino desafortunado.
Meu amor tem duas vidas para amar-te.
Por isso te amo quando não te amo
e por isso te amo quando te amo.
Beijo,
Um dia das crianças do barulho
Posted on 12 October 2011 | 3 responses
Antes de dormir ontem à noite, Manu falou pra gente que não precisava de um presente para o dia das crianças, bastava um desenho nosso e um pirulito.
‘Cês acreditaram nessa? Não, né?!
Acordaram cedo (8:45) e depois de Manu desejar ao irmão um “Feliz Dia das Crianças”, ela arrematou com uma sentença irrecorrível: Chico, hoje é dia das crianças, dia de ganhar brinquedo. Chico olhou pra irmã, meio que sem saber do que se tratava aquilo, mas perguntou: “presente?”. É, Chico, presente.
E quem não sabe o que é o relógio parar, nunca esperou para ganhar um presente. Mas valeu a pena cada minuto que pareceu hora pra passar.
(Criança feliz, quebrou o nariz… presente de dia das crianças na escola… rs rs rs…
felizmente não precisou ir pro hospital tomar sonrisal)
(caprichou logo de cara com o presente que a Vovó Regina mandou)
Bom, queria agradecer aos avós (vovó Vandinha, vovó Regina e vovô Orlando) pelo carinho de sempre e por mais uma vez terem acertado em cheio nos brinquedos das crianças.
E ao Papai do Céu, obrigada por mais um dia feliz.
Beijo!
Culpa, você ainda vai sentir
Posted on 11 October 2011 | 3 responses
Bebê nasceu, uén uén? Parabéns, Papai. Parabéns, Mamãe. A mamãe, que agora deve estar em meio às deliciosas mazelas de peito empedrado, noites mal-dormidas, cólicas, talvez não deve ter experimentado um sentimento que COM CERTEZA você vai experimentar mais dia menos dia. Sim, porque da feita que o seu bebezinho saiu da barriga, um gatilho invisível e ao qual você não tem o mínimo controle foi disparado e vai te acompanhar pelo resto dos seus dias: a culpa.
É ela que vai consumir (mais) algumas horas do teu sono, deixar teu coração apertado, a impressão daquela nuvem pesando por sobre sua cabeça “será?”. Será um monte de coisas, que no fim se resume num “será que eu tô fazendo a coisa certa?”. A resposta quem vai te dar vai ser teu coração. Não duvide. Mas até lá, ah…
Acabou a licença-maternidade? Olha a danada aí! Primeira saída com o marido ou com os amigos sem filhos?! Pimba! Sabe aquele sapato que você tava namorando há tempos, salto altão, você vai e compra? A culpa é aquela pulguinha atrás da orelha, aquela vozinha sugerindo que talvez fosse melhor você ter comprado um macacãozinho pro neném. E por aí vai.
E num belo dia a ficha cai. Faça o que você quiser, a culpa vai estar lá. E teu coração vai dizer que teus filhos têm a melhor mãe que você pode ser, cheia de defeitos, com olheiras, mau humor de manhã, tendo abdicado de um monte de coisas (ou nem tantas assim), mas com um amor sem fim por essas criaturinhas. Cara, tá no pacote que eles, teus filhos, assinaram. Aí os dias ficam mais tranquilos, mesmo que às vezes ela faça umas investidas, você se deixa levar, noutras você segura firme e não dá ouvidos à culpa.
O tempo vai passando, as crianças estão crescendo. Não usam mais fraldas, escovam seus dentes sozinhos, tomam banho (mas esquecidos que só eles, não fosse a nossa memória de elefante pra lembrar-lhes dessas pequenas tarefas diárias… rs rs rs), dizem onde dói, cortam sua própria comida. Aos poucos eles deixam de precisar tanto da tua ajuda na hora do dever de casa, escolhem suas próprias roupas (e você reclama dessa moda doida que anda por aí)…
E num domingo descompromissado, você vai pra cozinha, faz o prato preferido deles, com todo carinho. Quando vê, eles estão prontos para encontrar os amigos. Como assim??? Ah, mãe, depois a gente come. Mas eu fiz pra vocês! Vocês vão trocar o almoço que sua mãe fez especialmente pra vocês pra ficar jogando conversa fora? Vocês já não viram esses seus amigos a semana toda na escola?A-ha! Olha a culpa aí! Só que agora ela está trabalhando pra você!! hahahahahaha
E quando arrumam namorado(a)? Xiiiiiiiiii… A gente cria com tanto cuidado e amor, passa noites em claro, pra vir uma lambisgoia e tomar ele de mim! Esse menino tá é querendo se aproveitar da minha princesinha! Noivos??? Vocês ainda nem terminaram a faculdade!!! Como assim, já marcaram a data de casamento? E nem me consultaram? O beta deu positivo? Mas ainda sou muito nova pra ser avó!!
O gatilho foi acionado… daqui alguns meses ele irá disparar… e a gente ainda vai rir muito disso tudo!
(Imagem: Reprodução)
Beijo!
Post without a name ;o)
Posted on 10 October 2011 | 1 response
Saudade daqui. Fiquei tanto tempo “fora”, que acho até que perdi o jeito, tanto que nem soube dar um título a este post rs rs
Mas sabe assim quando tem uma coisa e quase toda a sua energia tem sido canalizada para descobrir “o quê” e “o porquê” dessa coisa, que insiste em brincar de esconde-esconde e fundir com sua cuca? Então…
São praticamente 3 meses passeando por consultórios, enchendo tubinhos de sangue, fazendo não sei quantos exames e parece que não saímos do lugar. A dor está domada, mas meio que se descartou a hipótese do trigêmeo, diante do desenrolar dos acontecimentos. E meio que ficava na expectativa de que na próxima consulta, no próximo exame teríamos um diagnóstico, mas qual nada. Seguimos no ponto de partida.
Aí, quer saber?!, tem dois trocinhos aqui em casa, que riem com os olhinhos apertadinhos, que fazem parte de TODOS os meus dias e o tempo deles tá passando e daqui a pouco não vai dar pra eu ficar fazendo cafuné e cantando, nem contando estórias pra eles dormirem todas as noites – “que mico, mãe!”, “saia do meu quarto, que eu preciso do meu espaço!” – e a bobona aqui vai ficar morrendo de saudade hehehehe
Vamos seguir investigando, mas nada mais de ficar expiando por antecipação. Tem um monte de velinha pra soprar daqui umas semanas e tem que ter fôlego, não é mesmo?! Sem falar que o verão tá chegando, tem gente por aqui com muitos megawatts de disposição e energia para gastar (é impressionante! rs rs rs). E eles não estão pra brincadeira, não (só que ao contrário).
Beijo,
Tchuplec tchuplim
Posted on 23 August 2011 | 3 responses
Um domingo, duas crianças, dois frascos de bolinha de sabão e uma câmera.
Gigante Papai
Posted on 13 August 2011 | 3 responses
É assim que Chico chama o pai. Eu sou a Gigante Mamãe, a Manu a Super-Herói e Chico é o Capitão Pirata. Numa caixa ele guarda seus carrinhos. É o tesouro do pirata.
Manu caprichou no cartão que ela fez pro pai. Eu explico. O pai de Cuca era atleta, um pedaço de mau caminho e recém-casado com Dona Vandinha. Aos 36 anos um aneurisma encerrou sua missão por estas bandas, deixando Cuca com apenas 6 meses e sua irmã com pouco mais de 1 ano. Na idade escolar, nas festas de dia dos pais na escola entravam em ação Pai Agão (avô paterno), Vovô Leó (avô materno) e Dona Vandinha, claro. Cuca e Ane nunca deixaram de participar dos festejos e sempre tinham a quem presentear os trabalhinhos que confeccionavam. Manu desenhou o avô com o pai e explicou pro pai que não sabia se tinha desenhado certo, porque nunca o tinha visto. Particularmente, fiquei tocada com sua sensibilidade.
Mas é isso, o tempo passou, Francisco cresceu e o Papai do Céu o presenteou com quatro criaturas, três rapazes aquarianos, uma princesa taurina, cada um com sua particularidade, cada um com seu encanto, uma riqueza sem fim de experiências e amor pra não acabar mais. E ele se descobriu um pai Cuca legal. Eu sei que pego no pé um monte, mas reconheço e admiro a liberdade com que ele soube e sabe criar seus filhos. Ele sabe quando é hora de ir pra clínica ortopédica ou quando foi só uma torçãozinha (anos de prática, né, Dona Vandinha?! rs rs rs). Assim também como ele sabe que é hora de correr pro Pronto Atendimento quando ligam da escola por causa de uma dor na barriga por suspeitar de uma apendicite (pouco depois confirmada supurada e operada às pressas). Ele senta pra fazer dever de matemática com a Manu, faz pizza e churrasco pros quatro e todo final de semana trata a piscina, mesmo que meia hora depois caia o maior toró. Ele sofre junto com as decepções (mas às vezes guarda pra si), torce na arquibancada do jogo do basquete de Gabriel ou quando fica sabendo que Pedro tem entrevista pro estágio. Vibra a cada vitória, mas não dá refresco na hora da bronca. Ele não é diferente de muito pai por aí (ou talvez seja), mas é especial pra mim porque é o pai de Pedro, Gabriel, Manuela e Francisco.
Feliz dia dos pais para os pai dos meus filhos, para o meu super pai, para o pai da minha mãe – que é meu padrinho, para o padrinho de Manu e Chico, para o meu irmão, que não curte essas datas babilônicas, mas é o pai extremoso do Haile e da Zaira e todos os pais super legais que a gente conhece!!!
Beijo,
Trinta dias com ela
Posted on 10 August 2011 | 8 responses
O título do post faz referência aquele filminho sem graça “500 dias com ela”, mas na verdade não tem nada a ver com ele, apesar do assunto ser um tanto sem graça também.
Tem trinta dias que tenho comigo uma nova companheira. A bendita não me larga do pé, ou a bem dizer, da cabeça, por nada nesta vida. E ninguém descobre porque ela calhou de se encostar no meu corpinho sex appeal rs rs rs Essa danada, que tem feito de mim gato e sapato, tem me mantido longe do computador, mal tenho entrado no Twitter e Facebook (todos chora a falta que eu faço hahaha), meu Reader tá transbordando, o jornal se acumulando… Marvada que só ela!
Hoje faz trinta dias que convivo com uma dor na cabeça (veja bem, não é dor de cabeça) que ninguém descobre o porquê. Há duas semanas mais ou menos, o lado direito do meu rosto está dormente, formigando. Da hora que eu acordo à hora que eu vou dormir. E já tomei um monte de remédio, já fui pra Pronto Atendimento, ouvi barbaridades de médicos plantonistas, que mal te examinam e vêm logo com um diagnóstico definitivo, com medicamentos definitivos… qual nada!
E olha que sou uma paciente boazinha. Desde que não me venham com papo de enxaqueca (convivo com crises de enxaqueca desde os 13 anos; há 3, com crises de enxaquecas com aura – que por si só são uma viagem à parte), aceito as hipóteses que aventam, as ideias que ventilam, mudo minha rotina como pedem, tomo os remédios que me mandam. Faço qualquer coisa pra ter minha vida de volta ao normal. Sim, porque dor 24 horas do dia não é normal, independentemente de sua intensidade.
Os exames que faço dão tudo normal. Por um lado é um alívio, mas por outro funde com a minha cabeça, porque eu sigo sem uma resposta, sem uma explicação.
Felizmente estou sendo orientada por médicos competentes, nos quais confio. A hipótese desta semana é que seja nevralgia do trigêmeo. Tá eu sabia que minha cabeça era grande, mas daí a caberem trigêmeos… hehehehehehe Mas pra fechar nesse diagnóstico tem algumas outras coisas pra afastar, mais outros exames pra fazer. E com tanta radiação no juízo, não vou me espantar se hora dessas começar a brilhar no escuro…
Sem falar que tem Manu e tem Chico e eles merecem uma mãe mais disposta, menos triste e abatida. Aliás, neste meio tempo, são eles que têm me proporcionado momentos de alegria e de alívio (quase que dá pra esquecer da dor). Mas por ora é isso. Minha natureza imediatista tem tido preciosas lições nesses trinta dias. Paciência é a palavra de ordem enquanto seguimos em busca de respostas. Se quiserem me abraçar, eu deixo, que eu não sou besta nada de negar carinho.
Esse tal de…
Posted on 19 July 2011 | 3 responses
O livro de Língua Portuguesa adotado pelo colégio da Manu é muito legal! Tem tirinhas do Níquel Náusea (amooooo! paixão antiga, coisa de família rs rs rs), textos divertidos, alguns até meio complexos, com atividades de compreensão um tanto extensas. Não dá pra fazer serviço de preguiçoso, e ela que gosta mais de matemática soooofre. Pra mim, um deleite. Aí, a gente meio que fez um combinado tácito. Cuca faz com ela os deveres de matemática e ciências e eu faço os de português, história e geografia.
Numa dessas tarefas, a gente trabalhava as várias versões dos contos de fada e do Chapeuzinho Vermelho, as crianças tiveram contato com o Chapeuzinho Amarelo, do Chico Buarque, com ilustrações de Ziraldo, Capinha Vermelha e uma destas versões era a Chapeuzinho Vermelho de Raiva, do Mário Prata. Escrita antes mesmo de eu nascer, em 1970, o texto é bem engraçado, daqueles que a gente lê num tapa. Se você quiser ler, ele tá aqui, ó.
(Ah! Um pequeno parêntesis. Tal pai, tal filho. Se você gosta dos textos do Mário Prata, você não pode deixar de ler o blog do filho, Antônio, na Folha. Simplesmente sensacional. Uma delícia de se ler!).
E lá fomos nós para a interpretação do texto. Pergunta de cá, responde de lá… a minha preferida:
Ela não é linda?! E sabe das coisas! E viva o “Roquem Rou”!!
)
A trilha sonora? Não poderia ser outra, né?!
Beijo,
Num passe de mágica
Posted on 4 July 2011 | 5 responses
Foram as férias de meio de ano. Mal chegaram e já acabaram, mas felizmente, devidamente e muitíssimo bem aproveitadas! Teve São João na fazenda da Tia Pat, com direito a andar de cavalo, fazer carinho nas ovelhas e nas galinhas (!), Manu pescou piaba (e depois devolveu tudo na lagoa) e se apaixonou pelo Rabicho, o vira-lata mais pulguento da cidade rs rs rs. Queria trazer o Rabicho aqui pra casa a qualquer custo, fez birra, calundu, mas o Rabicho tinha dono e não seria justo tirá-lo de todo aquele espação pra brincar e trazer pra dentro de um apartamento. No São João teve fogueira, friozinho gostoso e comilança muita.
De volta a Salvador, comemoramos as 77 risonhas primaveras da Vovó Vandinha em clima de muita alegria, como sempre é bom demais reunir a família.
No dia seguinte lá partiram os viajantes novamente, desta vez com destino à Barra do Paraguaçu para curtir o restinho de férias que lhes cabia. E, olha, Barra no inverno não é para os fracos. Na frente da casa estava um verdadeiro charco, à noitinha os sapos tomavam conta. Um frio, um frio. Lá pelas 3, 4 da tarde a gente já começava a se agasalhar. As idas à praia eram curtinhas, mas eram o suficiente pra recarregar as (minhas) baterias e gastar muita energia (dos miúdos). Enfim, foram dias felizes.
Agora, de volta à boa e velha rotina.
Beijos,

O canto mais bonito do cafofo
Posted on 12 June 2011 | 4 responses
Posso perguntar a todos que já vieram aqui em casa e tenho certeza que a resposta será praticamente unânime (unânime eu não quero, porque já dizia Nelson Rodrigues, toda unanimidade é burra): este é o canto mais gostoso da casa. Mais do que mesa onde fazemos nossas refeições, eu chamo de nossa “mesa de estar”. Sim porque na sala de estar propriamente dita a gente raramente fica. E pensar que ela veio de “brinde” quando compramos este apartamento.
É aqui que a gente se reúne pra devorar aquelas comidinhas engordativas de fim de semana, pra jogar conversa fora, pra receber alguém pra um café com bolo de banana, pruma cantoria desafinada acompanhada de um tiquinho de violão. Olhando nossas fotos desde Dezembro de 2008, quando viemos pra cá, foram muitos momentos felizes registrados aqui. Natais, aniversários, o batizado de Chico. O mais legal dela é que ela é redonda, o que nos poupa da piada pra lá de batida “quem sentar na cabeceira paga a conta” hahahahaha
Beijo,
Pelourinho
Posted on 1 June 2011 | 2 responses
Lugar bom de andar em Salvador é o Pelourinho. Pera lá. Deixa eu começar de novo. Lugar bom de se andar em Salvador ERA o Pelourinho.
A primeira vez que visitei Salvador foi em Dezembro de 1988. O Pelourinho era um cortição, super sujo, os sobrados sem qualquer cuidado, manutenção ou preservação. O passeio foi adrenalina à flor da pele, seguida de um taxista gente finíssima, que rodou tanto, mas tanto que o taxímetro passou do limite.
Voltei novamente a Salvador em 1992 e o Pelourinho tinha outras feições. Um político daqui assumiu a tarefa de revitalizar a região, o que levou alguns anos. O lugar ficou lindo, era bem policiado. Era uma delícia passear por lá. Aliás, andando, às vezes sem nem procurar, você entrava numa loja, numa pousadinha e se deparava com uma vista da Baía de Todos os Santos de tirar o fôlego, que muito baiano nem deve saber. Você cruzava com pessoas do mundo inteiro, restaurantes de padrão internacional. Tinha também o restaurante-escola do Senac, de onde você saía com umas três placas de ateroma na carótida de tanto dendê, e, apesar de um pouco salgado no preço, valia cada centavo. Um banquete dos deuses!
Na Fundação Casa de Jorge Amado toda vez que íamos sempre tinha algum detalhe novo, uma foto, um manuscrito que renovavam nossa admiração por aquele lugar.
Visita da família e dos amigos era o pretexto perfeito para um passeio sempre alegre, alto astral.
A última vez que fomos tem 4 anos. Era época do aniversário da Manu e estavam nos visitando meus pais e minha irmã. Fomos num fim de tarde de sábado, geralmente bastante movimentado, mas não ficamos nem 15 minutos, entre estacionar o carro e chegar até o primeiro largo. Fomos abordados por algumas crianças (deviam ter 12, 13 anos) alteradas, pedindo dinheiro, possivelmente para comprar mais drogas. Não tinha policiamento, o lugar estava às moscas. Numa rua do Pelourinho tem a cracolândia. Aliás, quando vejo imagens de cracolândia por aí só me vem na cabeça imagens do The Walking Dead e filmes/programas do gênero.
Aquele político que revitalizou o Pelourinho já morreu. Mas antes mesmo dele morrer, a oposição tinha assumido e deixado o bolo desandar. Pelo andar da carruagem e da carroça, vai demorar ainda muito tempo pra eu voltar lá. Uma pena.
Trilha sonora do do post:
Festa na Mangueirosa
Posted on 26 May 2011 | 2 responses
Meus parabéns para alguém mais que especial, peça chave no quesito “realizar sonhos”. Obrigada por tudo, pai.
Especialmente pro senhor, não poderia deixar de faltar uma pequena homenagem do nosso amigo de cabeção, o Gardel… HAHAHAHAHA
Beijo, pai
























































