Desejo a você…

Posted on 26 December 2012 | 2 responses

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“Desejo a você…
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não Ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.”

(Síntese de Felicidade)

Muito embora se atribui a autoria deste poema a Carlos Drummond de Andrade, a mesma não é comprovada, vez que não consta nos livros “Antologia Poética” de Carlos Drummond de Andrade, assim como em “CDA – Poesia Completa”, necessitando, portanto, de fontes. De toda sorte, vale o texto pela mensagem ingênua e afetuosa que reflete um pouco do que desejo:  felicidade, seja ela como se apresentar.

Beijos,

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De Anjos

Posted on 22 December 2012 | 3 responses

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Tudo bem que escolhi palavras da mulher mais citada nas redes sociais, seguida provavelmente por Cora Coralina, mas é o que retrata exatamente este post.

Acredite você ou não. Eu sei que EU acredito. Em 2012 tivemos a felicidade de alguns deles cruzarem o nosso caminho.

Os carinhas que nos ajudaram a trocar o pneu rasgado na estrada, à noite, sem luz, sem gente, sem nada por perto e, como recompensa, só aceitaram um “muito obrigado”.

Dr. Fernando, que cuida de Jazz desde filhote (e cuidou de Jujuba também). Quando contava para o amigo que atendeu o celular (porque estavam viajando e Dr. Fernando era quem dirigia)  que Jazz tinha sido atacado, simplesmente parou o carro no acostamento e nos passou um quadro completo do estado dele, dos cuidados que teríamos de tomar, medicação para administrar sem sequer passar os olhos em Jazz (e acertou em cheio cada detalhe). Dias depois, todos em Salvador, ele veio em nossa casa e deu aquele trato no menino colorido. Chico ainda o convidou pra jogar Pictureka, mas ele não pôde ficar, ainda tinha outros pacientes para visitar rs rs rs

E lá do outro lado do mundo, um certo anjinho de cabelos cacheados, que eu conheço há uns 16 anos e, muito embora não a veja há bastante tempo, ela foi crucial quando a coloquei no caminho de minha irmã Carol e do cunhado Solly. Perfect timing. Que da amizade dela eu nunca duvidei, isso é fato. Hoje tenho uma dívida de gratidão pro resto da vida.

Ademais essas pessoas especiais, há aquelas que atravessam quase despercebidas o nosso dia-a-dia, mas deixam um sorriso ao passar por você, te dão “bom dia”, te dão passagem na rua, te fazem uma gentileza sem qualquer expectativa de retorno.

Pessoas desta marca – como se fala aqui na Bahia –  eu quero sempre ter por perto. Fazem toda a diferença. E desejo a todos que, se passarem por dificuldades, anjos assim se façam presentes.

Beijos e até 2013!

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Assinatura2

 

3 + 8 = 38

Posted on 3 November 2012 | 1 response

E não é que chegou?!

Sempre gostei (ainda gosto!) muito de aniversário. Sabe assim, MEU dia?! Mas sem parar pra pensar na idade, no número em si. Até que há algumas semanas estava escaneando umas fotos “antigas” e encontrei umas da festa do meu aniversário de 18 anos. E veio o estalo. Não, não foi a coluna dando sinais dos “enta” se aproximando. A ficha caiu. Passaram-se 20 anos desta festa. Caraca! 20 anos! Legal nas fotos foi ver que algumas daquelas pessoas em minha casa estão presentes até hoje em minha vida (e pra preservar estas amizades tão caras não vou postar as fotos da festa hahaha). Nem todas, é óbvio, um tanto culpa da própria seleção que a vida nos impõe, nos afastando de algumas pessoas, nos aproximando de outras; algumas – poucas, felizmente – já deixaram este plano.

E daí que inevitável foi fazer uma faxina nesse mundo de lembranças, remexer num monte de coisa, arrumar outras, analisar outras tantas (♫ eu só quero amor, amor, amor dentro da minha cabeça ♫). Lembro do meu pai me levando pra abrir uma conta no banco, toda siachando, eu. Na época eu estava no segundo semestre da faculdade de Direito e no primeiro semestre de Letras Tradução Inglês. Além disso, cursos de inglês, espanhol e o que mais desse tempo de fazer. Sou muito mais da teoria que da prática.

Um pensamento foi levando a outro e percebi quão diferente minha vida é daquilo que eu, aos 18 anos,  imaginava que estaria fazendo hoje. Dizia, na época, que moraria em vários lugares – não ficaria em Brasília. De fato, não fiquei em Brasília, mas não morei em tantos lugares como gostaria, ou como pensava que moraria. Mas nos lugares que vivi fiz amigos que me acompanham até hoje. Conheci pessoas importantes para o meu crescimento, pessoas legais, outras nem tanto assim, mas necessárias, e pessoas daquelas que te fazem acreditar que vocês já se conheciam de outras vidas, tamanha a sintonia.

Também dizia que nunca iria me casar. Espírito livre o meu, não suportaria a “prisão” de um casamento. Veja bem, estou no meu segundo. Já disse “sim” na igreja, “I do” em Las Vegas, já juntei escovas de dentes. Fui pedida em casamento mais vezes do que poderia sonhar minha vã filosofia nos idos anos 90. E também desidratei de tanto chorar, achando que nunca sobreviveria a uma desilusão amorosa. Te digo uma coisa, as decepções causadas por “amigos” doeram muito mais.

Nesses 20 anos, quebrei a cara várias vezes, pisei na bola outras tantas. Quem nunca? Ouvi um monte de “nãos” (ainda ouço). Mas pra alguns deles faço ouvido de mouco. Tive oportunidades de ouro que soube aproveitar. Outras, deixei passar – por bobeira mesmo, por não ser prioridade naquele momento, porque não era pra ser.

Egoísta como sempre fui, dizia que nunca teria filhos. Aliás, pra falar a verdade, nunca me vi como mãe, aí achava que seria melhor nem tentar. Mas, olha só. Não fazia ideia que no meu futuro estavam Manu e Chico esperando pra acontecer. E que presentes eles me são. Por eles, a egoísta aqui abriu mão, cedeu, botou certos aspectos da vida “on hold”, pra ser o melhor que eu poderia ser. E pense numa felicidade! Pense num encantamento!

Deu pra perceber que as coisas saíram um pouco diferentes do que eu supunha seriam há 20 anos, né?! Admiro bastante aquelas pessoas que se mantêm firme em seus objetivos – achava que meu ascendente em virgem me ajudaria a levar a cabo essas realizações. Mas daí vida veio e me mostrou que existem outras maneiras de ser feliz, muito feliz.

E então?! Vem me ajudar a soprar as velinhas, vem!

Bala “pitial” pro Chico

Posted on 25 October 2012 | No responses

Chico adora gelatina, especialmente de limão. Daí, tava eu quieta no meu canto, abro o FB e dou de cara com este post de Evinha, no blog da La Pomme, com esta receita de bala de gelatina, que ela achou aqui. Era o que eu precisava, né?!

Saí pra comprar outros sabores de gelatina, pra colocar nas forminhas de gelo. Eis aqui o resultado. Até eu que não gosto de gelatina, fui forçada – rs rs rs - a comer algumas (sim, porque uma apenas não me pareceu suficiente). Só fica a dica que usar a forminha de gelo  tradicional pode ser um pouquinho chato na hora de desenformar. Usei uma colher pequena, mas nem todas saíram perfeitinhas. Talvez colocar num refratário para depois cortar ou usar uma fôrma de silicone dê outro resultado. Boa desculpa para novas empreitadas.

Beijos,

 

Voto de confiança renovado

Posted on 22 October 2012 | 3 responses

Gente! Praticamente 3 meses sem postar. Tempinho meio truncado esse, mas felizmente, tudo administrável. Nada que um pouco de paciência e boa vontade não resolvam sem que seja preciso esquentar os miolos.

Pois então…

Aproveitando uma sexta-feira de plantão pedagógico no colégio da Manu, sem aula, portanto, partimos pra Barra do Paraguaçu assim que liberados do compromisso. Mesmo os engarrafamentos, a espera demorada no terminal do ferry, tudo corria dentro do programado. Desembarcamos do ferry pouco antes das 8 da noite e ainda teríamos uma boa hora de estrada até chegar à casa.

Por volta das 20:15, desviando dos buracos, Cuca acertou a quina de um que rasgou o pneu. Faça um L com o seu indicador e polegar. Taí o tamanho do rasgo causado no pneu. A estrada um breu, sem qualquer movimento. Não demora muito aparece um homem, seguido por outro com uma lanterna na mão. Coração bate mais forte, tantas as estórias ruins que ouvimos, vemos e lemos todos os dias.

“Tá tudo bem aí, senhor? Precisa de ajuda?” O estrondo tinha sido tão grande que eles foram à estrada, pensando ter acontecido algo bem mais grave.

Cuca nem tinha reparado que tinha parado de junto daquelas cruzes de gente que morre na estrada. Aí um deles exclamou: “ai meu Pai! O senhor não viu a cruz, não?!”. Eu tinha visto e medrosa que sou, estava me pelando de medo.

O tempo todo eles ficaram conosco, um deles chegou a deitar embaixo do carro pra ajudar a trocar o pneu, o outro sempre segurando a lanterna. Enquanto trocavam o pneu, Cuca e os dois conversavam sobre a obra na região que, junto com várias melhorias, está trazendo muitos transtornos (a começar pelas estradas em condições precárias por conta das caçambas que vão e vêm todos os dias). Eles contaram também a estória do responsável por aquela cruz. Pela data vi que ele tinha 28 anos. Ele vinha na moto, em alta velocidade, pra lá de Marrakesh, quando apareceu um cavalo. Pelo tom dos dois, eles ficaram penalizados pelo cavalo.

Conversa vai, conversa vem, pneu sendo trocado. Passa um caminhão tanque na direção contrária, para e pergunta se está tudo bem. Foi o único que parou pra oferecer ajuda e para se certificar se realmente estávamos sendo auxiliados.

No fim de tudo, Cuca ofereceu uma pequena recompensa pela ajuda enorme que eles prestaram. Não aceitaram. E foram categóricos.  Voltaram, cada um pra sua casa e nós seguimos no nosso caminho. Minutos depois já estávamos preocupados se chegaríamos a tempo de pegar o último capítulo da novela.

Não sei se tivemos apenas muita sorte ou se alguém lá em cima realmente gosta da gente. Mas fato é que estes dois homens me fizeram dar um novo voto de confiança à raça humana, por vezes tão desgraçada e tão desacreditada.

 

 

Bu!

Posted on 24 July 2012 | 3 responses

Olha, vou contar uma coisa: sempre gostei – e até hoje gosto – de estórias e filmes de terror. Me pelava (posso falar que ainda me pelo, a depender da estória) de medo, mas não perdia por nada neste mundo. Não esqueço uma vez, juntamos umas amigas, a gente tinha uns 12, 13 anos, fomos ver O Exorcista lá em casa. O filme terminou já era de noite. As meninas com medo de ir pra casa, saíram de lá casa cantando ♫ Deus é bom pra mim / Deus é bom pra mim / Contente estou seguindo eu vou / Deus é bom pra mim ♫ rs rs rs
As estórias eram ótimas. Tinha a mulher do táxi, a outra da echarpe em volta do pescoço. Era visagem pra tudo quanto era lado.

Ano passado Manuela veio com uma estória da mulher de corrente que rondava a Terra do Nunca (Terra do nunca é uma área enorme na escola que fica depois das piscinas e da quadra de esportes, meio afastado do prédio das salas de aula), mas ela não deu lá muita bola. Até que este ano apareceu a Maria Sangrenta (Bloody Mary, né?!). Gente! Foi uma noite inteira sem dormir, Manu chorando, em pânico. Isso porque ela chegou da escola na boa, fez o dever de casa sozinha no quarto, tomou banho sozinha no banheiro dela. Mas eis que na hora de dormir ela se lembrou da dita cuja.

No outro dia de manhã, com olheiras até os pés, fui conversar com ela sobre a tal peste. Ela tremia só de lembrar. Aí não dá pra se chatear, nem se irritar. Tem medo que a gente não explica e até que possa explicar só mesmo muita paciência. Já mais calma, ela começou a contar que estavam as meninas reunidas na hora do recreio e uma delas começou a contar a estória da tal da Maria. Cara, uma mistureba de um monte de estória sem pé nem cabeça, mas enfim. Eu segurava o riso, por respeito a Manu. Daí, pra descontrair, comecei a perguntar “mas, sim, Manu, a Maria ficou presa no espelho do banheiro, foi?”. “Sim”. “Então, se tu soltar um pum, ela vai ter que aguentar, né?!” risos… “E como é que ela pode estar em todos os espelhos de todos os banheiros?” E por aí foi o papo. No fim, as lágrimas deram lugar às gargalhadas. Sigh…

Não sei se certo ou errado, por mais irracional que possa ser o medo (e, sim, tenho medo de certas coisas até hoje), tentei racionalizar com ela, pra que ela entendesse que não que o sentimento dela fosse bobo, mas que as circunstâncias em torno desse sentimento não mereciam toda aquela atenção. Ela ainda fica meio receosa de ficar no banheiro à noite sozinha, e mim não cabe, por enquanto, nada mais do que dar apoio a ela até que ela recobre a confiança que tinha antes. Afinal, ela não tá sozinha, né?!

O texto a seguir foi retirado daqui e esclarece um pouco do que tá rolando por aqui.

“Segundo Ainsworth (1981) (cit. por Ferreira, Borges & Seixas, 2010, pág. 30), a definição de medo remete-nos para a tomada de consciência de uma determinada ameaça real ou imaginária e que tem repercussões ao nível comportamental (fugir, gritar, chorar), ao nível biológico interno (aceleração da pulsação e do batimento cardíaco) e ao nível biológico externo (tremores, expressões faciais que sugerem susto). Assim, e segundo a mesma fonte, as principais funções do medo são alertar-nos para possíveis perigos e levar-nos a agir para nos libertarmos – caráter desenvolvimentalista do medo (Sampaio, Martins & Oliveira, s/d, pág. 254). De facto, os medos alteram-se consoante a idade, género, classe sócio-económica, cultura e sociedade vigentes (Ferreira, Borges & Seixas, 2010, pág. 30). Assim, nos primeiros seis meses de vida os medos mais comuns estão relacionados com a perda de apoio e os ruídos altos. Já no segundo ano de vida, os medos mais visíveis dizem respeito à separação dos pais, ao bacio, ferimentos e pessoas estranhas. A partir do quarto ano de vida, as crianças geralmente temem as máscaras, a escuridão e certos animais. Aos seis anos, os seres sobrenaturais (fantasmas, bruxas, monstros) são os que provocam mais medos. A partir dos 12 anos até ao início da adolescência (sensivelmente) os jovens tendem a temer aspetos mais realistas e autoavaliativos, como por exemplo, os testes e exames escolares, os ferimentos corporais, a aparência física, trovões e raios e, principalmente, assuntos relacionados com a morte (Papalia & Olds, 2009, pág. 321). Segundo a mesma fonte, os pais conseguem aliviar de certo modo estes medos que as crianças possuem se lhes incutirem confiança e cautela, sem serem demasiado protetores. Ainda em relação aos medos infantis, estes desenvolvem-se em três vias distintas: condicionamento direto (experiências individuais), modelagem (observação) e transmissão da informação negativa (pela televisão, internet, ou pelos amigos) (Rachman, 1977-2004 cit. por Sampaio, Martins & Oliveira, s/d, pág. 254). “

Bom, é isso. Não vou botar nenhuma foto de bloody mary pra ninguém deixar de vir aqui, tá?! rs rs rs rs

Beijo,

 

 

Melhor é viver cantando as coisas do coração… ♫

Posted on 22 June 2012 | 6 responses

E graças a uma belezura de promoção da Gol, partimos semana passada rumo à Belém, para fazer uma surpresa e ajudar um certo Gonzaga a soprar 89 velinhas no último dia 15. Quase toda a família reunida – é gente em tudo quanto é canto – Belém,  Fortaleza, Florianópolis, São Paulo, Salvador e Ilhéus -, é uma proeza coincidir calendários, férias e reunir a galera toda. Mas sempre que a gente se junta é certeza de boas risadas, muita festa e um quê de japonês no DNA, porque sempre tem que ter karaokê hahahahahaha

Como foi corrido, desta vez não deu pra fazer os passeios de praxe, que a Manu não enjoa nunca – Bosque, Museu, Mangal… Mas a cidade estava em festa. Foi Arraial do Pavulagem, boi na Estação, apresentação de quadrilhas, muita novidade pras crianças, que curtiram bastante. Meu coração de mãe se encheu de orgulho ao ver Manu e Chico encantados com as festas que participaram, experimentando (e adorando) nossas comidas, aceitando de braços abertos as novidades, tal qual se apresentavam para eles. Em Salvador esta época do ano é meio parada, as crianças de férias, muita gente viaja pro interior que é onde rola o fuzuê de verdade.

Fomos e voltamos como numa volta na montanha russa. Rápido demais, coração batendo forte, muita alegria – tá bom, eu sempre fui chegada a uma montanha russa. E aí, na hora de despedir tem sempre uma lágrima safada (uma, não, várias)  que insiste em pintar e estragar a maquiagem (thank God to waterproof mascara rs rs rs) e voltamos pra casa carregando aquela saudade malvada e muitas lembranças boas – sem falar no isopor, entupido de tucupi, jambu e outras delícias da minha terra…

Eu e MEU Gonzagão! (volta e meia eu brincava dizendo que era neta do Rei do Baião.

Em comum, eles têm Pernambuco e o nome).

(Arraial do Pavulagem)

(A melhor sorveteria do MUNDO!)

(Parede original feita de pedra e óleo de gurijuba no Point do Açaí)

Beijomeligadepoisdachuva

E essa greve que não acaba…

Posted on 4 June 2012 | 3 responses

Pois então. Aqui em casa funciona assim: Chico estuda de manhã, Manu de tarde. Chico acorda cedo, bem disposto, super bem humorado. Manu, bem, ela acorda. Leva umas três horas pra ela acordar de verdade, mas tá ali de olhos abertos.  Tem uma pessoa aqui em casa que é desse mesmo jeitinho (não sei quem sou) e, trust me, você não quer ser a primeira pessoa com quem eu esbarre no dia.

Acontece que entramos na segunda semana de greve dos professores da rede particular. Os professores do colégio de Manu aderiram. Os de Chico, não. De modo que as tardes que costumavam ser relativamente tranquilas, agora se resumem numa maratona de atividades pra entreter duas crianças, especialmente Manu, que demanda bastante. Banhos de piscina quase que diários (independente das aulas de natação duas vezes na semana), jogos de tabuleiro, jogos no computador, livros, passeio no shopping, andar de patins, patinete, pula-pula, ateliê de pintura, Chico no “cabeleilo” (Manu se recusou a aparar a franja, mas foi pro salão mesmo assim), massinha de modelar feita em casa… ontem eu apelei pra aula de yoga! E, não é por nada não, Chico arrasa na pose da árvore! Ele se escora no móvel que tiver por perto, levanta a perninha e eleva os braços. É uma graça! Manu gosta da parte da meditação – juro! rs rs rs rs rs

A situação da greve segue ainda indefinida, sem qualquer previsão de retorno. E as minhas ideias estão acabando. Se alguém tiver sugestões, aceito de bom grado #helpaplusk!

Beijos,

 

 

 

 

    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Da hora de dizer ‘tchau’

Posted on 22 May 2012 | 5 responses

Hoje de manhã tivemos de dizer ‘tchau’ para Jujuba. No sábado, após vários exames, tivemos a confirmação de que seus rins estavam parando.

Manu e Chico não conhecem outra vida em que Jujuba e Jazz não estejam presentes. E os quatro se dão muito bem. Mas a gente sabia que em algum momento de nossas vidas teríamos que passar por isso e por mais que a gente se prepare, sempre é difícil de lidar, não vou mentir.

Dez anos é um tempo razoável (tá, eu acho pouco) e ficamos felizes por termos dado esta oportunidade a uma criaturinha que, de onde veio, não teria mais que um mês de vida.

No sábado mesmo chamei Manu pra conversar. Contei-lhe a verdade, talvez até pra me convencer de que aquilo tudo era verdade, mas não seria possível pra mim – e altamente injusto com ela – inventar estórias do tipo “ela foi passear”, “ela foi pra uma fazenda cheia de gatinhos”, “ela fugiu”. Disse-lhe que Jujuba estava muito doente, que não tinha  mais muito tempo e que ela tava precisando de muito carinho da gente. Manu passou a tarde de sábado com Jujuba, que não sai do quarto dela, tirou fotos, fez desenhos, escreveu mensagens, fez muito carinho. E chorou. Chorou muito. Choramos muito e choramos até agora.

Obrigada Jujuba (e Jazz também) por terem me ajudado a ensinar meus filhos sobre o respeito que se deve ter por todas as criaturas, que devemos tratá-las bem. Por ter-nos feito companhia nesses anos e ter sido a companheira inseparável de Jazz. Cada cantinho dos dois apartamentos em que você viveu conosco carrega muitas lembranças da nossa estória.

Vamos sentir muitas saudades.

 

 

Oito

Posted on 11 May 2012 | 4 responses

… e segundo ela, não é mais uma menininha.

Mal sabe você, Manu, que SEMPRE será a minha menininha.

Te amo.

Chico “Méquitiu”

Posted on 4 April 2012 | 13 responses

 

Muito tempo depois, meio que me obriguei a tirar um tempinho pra atualizar o Casa. As fotos do topo foram atualizadas mês passado, com a ajuda de Isabela Mascarenhas e de Maysa Luz (obrigada clap clap clap). Antes disso, tínhamos em uma das fotos um menino careca e muito sério, que guarda pouca semelhança com o cabeludo (e quase nenhuma sobrancelha) que corre pelo apartamento em dias de hoje.

Nos últimos meses, depois que retornamos das férias, tivemos um período um tanto recluso da vida virtual. Foram horas perdidas em engarrafamentos e em ante-salas de consultórios médicos. Mas no fim tá tudo bem.

Fomos encaminhados a um ortopediatra da confiança da pediatra das crianças porque Chico estava “espanando” um pouco da perna esquerda. No dia da consulta, meu pai estava conosco, numa breve visita à Soterópolis. Ocorre que é comum entre crianças entre 2 e 4 anos terem as perninhas tortas, juntam até o joelho e as canelas se afastam, que elas “se consertam” sozinhas, com o próprio peso da criança. Esta é a regra. Depois de medir de cá, medir de lá, observou-se que Chico tem uma perninha, a esquerda no caso, mais tortinha que a outra. Nesta situação, por não se compensarem entre si, elas não se consertam sozinhas. A solução? A perna do méquitiu (Max Steel para Chico). Este foi o nome que damos à prótese que ele vai ter que usar pelos próximos meses, dez horas por noite. Acordado, e pra não estigmatizar, a gente deixa ele colocar a prótese por poucos minutos, pra ele se achar o próprio Max Steel e não ver no mondrongo nenhum bicho papão. Se nada disso adiantar? É indicação cirúrgica. Mas vamos lá, estamos empenhados pra que a perninha “conserte” sem precisar de cirurgia. Ontem foi a primeira noite. Esperamos ele dormir bem pesado pra colocar a prótese. Foi bem tranquilo. Pelo menos nas duas primeiras horas. Depois ele começou a chorar, reclamar que estava doendo. Tentei ainda distrair, mas não é sempre que a gente consegue distrair a dor, né?! Tiramos e algum tempo depois colocamos novamente. E vai ser assim até conseguirmos que ele fique uma noite inteira com a prótese.

Antes de Manu e Chico nascerem eu era uma ótima mãe. Calma, centrada, sabia de todas as decisões no momento certo. E, claro,  estava preparada para tudo. HAHA.

Mas, sabe, não vou mentir (já basta eu ter de dar de durona na hora de segurar os bichinhos pra fazerem exame de sangue rs rs rs) dá uma dozinha no coração ver meu trocinho com a perna toda “amarrada”, mas lembro que tem situações muito mais difíceis que pais têm de passar e que faz parte de todo um processo de amadurecimento e aperfeiçoamento que passamos, porque, sim, a tarefa de pais nos torna pessoas melhores (via de regra, bora combinar…).

Então, vamos lá. Chico já me chama de “mulher-mamãe-méquitiu” e eu vesti a carapuça. Daqui a 4 meses voltamos no ortopediatra para a primeira revisão e esperamos um 10 pelo nosso dever de casa bem feito.

           

(fazendo o molde e no dia em que pegamos a prótese, se familiarizando com ela, antes mesmo de levarmos ao ortopediatra para o seu ok)

Decoração de Natal

Posted on 25 November 2011 | 3 responses

Minha mãe outro me mandou um link da Casa e Jardim com várias dicas para decoração de Natal e gostei muito deste aqui:

Bolas de Natal Personalizadas
São itens baratinhos, e tirando as bolas de isopor e os alfinetes, já tinha os outros (retalho de tecidos, fitas) em casa. E vou te contar: é uma delícia de fazer! Manu, inclusive, me ajudou com algumas a colar os retalhos.
A árvore fica com um colorido diferente (desviando um pouco daquela enxurrada de glitter dourado e vermelho), mas o legal é que foi uma coisa que você fez, não vai ter outra igual.
Aqui ó:
     
                     
Já pode curtir?!
Beijo,

Pra morrer de amor

Posted on 3 November 2011 | 2 responses

 

Beijomeligahoje

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Trilha Sonora

Posted on 24 October 2011 | 4 responses

Sabe uma coisa boa, mas boa mesmo de ter filhos? A hora de colocá-los pra dormir. Não tô falando daquele silêncio que a casa fica depois, aquela calma hahahaha se bem que… né?! Mas não é isso, não. Tô falando daquele momento só seu e da criança. Você fazendo cafuné, segurando a mãozinha, cobrindo de beijos, ninando, cantando… De começo a criança ainda está empolgada pela agitação do dia. Quanta informação pros miúdos, né?! Mas aos poucos, os olhinhos começam a titubear, ficam pesados, os gestos que antes eram frenéticos, vão ficando lentos, se entregando. Até que Morfeu os toma nos braços.

Já li um monte de coisa sobre o sono do bebê, alguns defendem deixar o neném no berço até pegar no sono sozinho, chore o que chorar. Bom, cada um sabe como melhor arruma sua casa, não é?!

Pra mim (e isso funciona pra mim apenas), esses momentos são revigorantes e são únicos. Não abro mão. Era assim que meu pai fazia toda noite. É assim que fiz com Manu e hoje faço com Chico. Meu pai cantava pra gente Lupicínio Rodrigues, Paulinho da Viola, Chico Buarque, passando a mão no cabelo, fazendo cafuné. Lembro bem quando ele cantava Gente Humilde, eu chegava a chorar (não era que ele cantava mal, não hehehehe. ele canta muito bem). São lembranças boas que carrego comigo sempre e acredito que minha irmã também.

Aqui em casa temos a nossa trilha sonora. Chico tem as suas preferidas, as mais pedidas da semana. Manu também tinha e aí, meu amigo, a música ficava no Mode [REPEAT FOREVER] On. Aliás, tem sido raras as vezes em que canto pra Manu dormir, mas ela pede pra eu cantar Maria de Nazaré (♫ Às vezes eu paro e fico a pensar / E sem perceber, me vejo a rezar / E meu coração se põe a cantar / Pra Vigem de Nazaré… ♫).

Chico, por sua vez, tem gostado de dormir com Minha Canção ( ♫ Dorme a cidade / Resta um coração… ♫ ). Outro dia o peguei cantando pra ele dormir, bem baixinho. Fofo! E aí aos poucos, sem a gente perceber, eles vão criando as suas próprias trilhas sonoras, que compõem suas lembranças (espero que boas).

Fugindo um pouco do tema, fato é que hoje estou especialmente nostálgica. Isso por causa de uma pessoa que se foi há oito anos e deixou um vazio enorme. Fico feliz demais quando ela aparece em meus sonhos, porque sempre é um sonho alegre, ela está feliz, contando ‘causos’, fazendo chacota e botando apelido em todo mundo. Tem uma música que ela gostava quando eu cantava. Era Rosa, de Pixinguinha  (♫ Tu és, divina e graciosa / Estátua majestosa do amor / Por Deus esculturada… ♫). Ai, vozinha, que saudade…

Pra encerrar, passo a bola pra Manu, cantando Minha Canção (sim, porque se eu ainda quiser que as pessoas venham aqui, melhor eu NÃO cantar. Minha avó gostava, mas ela era suspeita pra falar… rs rs rs). O vídeo é de abril de 2008, a gente nem sonhava com o Furacão Francisco na parada.

Manu Cantando

Beijo,

 

 

(PS:  Leva em consideração o fato de que a pessoa aqui passou umas 3 horas pra acertar postar o vídeo da Manu, meu aniversário tá chegando, então sejam bonzinhos deixando comentários legais, tá?!)

Soneto XLIV

Posted on 22 October 2011 | No responses

Sabrás que no te amo y que te amo
puesto que de dos modos es la vida,
la palabra es un ala del silencio,
el fuego tiene una mitad de frío.

Yo te amo para comenzar a amarte,
para recomenzar el infinito
y para no dejar de amarte nunca:
por eso no te amo todavía.

Te amo y no te amo como si tuviera
en mis manos las llaves de la dicha
y un incierto destino desdichado.

Mi amor tiene dos vidas para armarte.
Por eso te amo cuando no te amo
y por eso te amo cuando te amo.

(Pablo Neruda)

 

Tradução

Saberás que não te amo e que te amo
posto que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem uma metade de frio.

Eu te amo para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda.

Te amo e não te amo como se tivesse
em minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino desafortunado.

Meu amor tem duas vidas para amar-te.
Por isso te amo quando não te amo

e por isso te amo quando te amo.

 

 

 

 

 

Beijo,

 

 

 

 

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