B com A, BA
Posted on 23 July 2010 | 3 responses
“O mundo só vai prestar Para nele se viver No dia em que a gente ver Um gato maltês casar Com uma alegre andorinha Saindo os dois a voar O noivo e sua noivinha Dom Gato e Dona Andorinha”Outro dia, dando uma carona pra pró da Manu, ela nos pediu que incentivasse mais as atividades de leitura em casa. Que na sala, alguns coleguinhas já liam e escreviam na boa, mas que outros, como Manu, tinham uma certa resistência, principalmente pela leitura, no caso dela, por falta de maturidade mesmo. Em casa, conversamos eu e Cuca com ela e fizemos um combinado de todos os dias lermos um trecho de cada vez dos 98452398 livros que Manu tem. Explicamos que essa parte é um pouco cansativa, mas que ela só vai seguir adiante se praticar. E, claro, Chicão vai adorar ouvir as estórias lidas por ela.
A princípio, ela topou, mas mal começávamos a leitura e Manu já ficava meio aborrecida e reclamava que a cabeça doía, que tinha enjoo. Como isso se repetia praticamente todas as vezes que ela lia aqui em casa, contactei a pró pra saber se Manu se queixava do mesmo na escola, ao que ela respondeu que não.
Manu não faz charminho pra essas coisas, se tá doendo, se tá incomodando é porque a coisa tá ruim mesmo. O limiar dela pra dor é alto (tanto que ela quebrou o braço pulando na cama com Pedro às vésperas de completar 2 anos e não chorou), não dá pra subestimar, né?!
Marcamos consulta na oftalmologista e passamos a manhã de quarta por lá. Aí sim, rolou a maior manha pra colocar o colírio pra dilatar a pupila, mas no fim, ela colaborou. Na hora que tia Lílian disse que ela ia ter que usar óculos, pareceu uma sentença de morte, ela se acabou de chorar…
Mas aí a gente foi conversando, lembrando que ela tem outras coleguinhas que também usam óculos, que ela só precisaria usar por um tempo… Só sei que quando chegamos na ótica, ela já estava empolgadíssima. No caso dela, os óculos são necessários porque a falta deles poderia atrapalhar no aprendizado. Mas o grau é pouquinho e deverá ser por pouco tempo. Tia Lílian disse que a tendência é regredir, até que chegue a zero. E os óculos são pra ler, ver tv, essas coisas. Não precisa ficar direto. Semana que vem eles ficam prontos.
E obrigada por fazerem agora óculos infantis bem bonitinhos pra não parecer um castigo ter de usá-los rs rs rs. Lembro do meu irmão, que na idade da Manu já usava óculos, eles eram marrom, bem sérios, não fossem pelo tamanho, nem pareciam ser para crianças.
Bom, pra terminar, já que o assunto tem a ver com leitura, fica a dica deste blog bem legal: Nossos Pequenos Leitores . Foi de lá que eu pesquei a abertura do livro O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá – Uma História de Amor, de Jorge Amado, a trova acima, de Estêvão da Escuna, poeta popular do Mercado das Sete Portas.
Dedo mindinho, seu vizinho…
Posted on 19 July 2010 | 2 responses
… Cadê o fura bolo que tava aqui??? Ah, é, foi imprensado no portamalas do carro.
Foi. Terça-feira passada. As compras de mercado guardadas no portamalas, eu devo ter me distraído por quinze segundos, pensando na morte da bezerra e… Aaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiii!!!!!!! O tempo que Francisco levou pra achar a chave e abrir o portamalas pareceu o tempo que se levou do Big Bang até os dias atuais. A vontade que eu tinha era de puxar o coitado e sair gritando, mas tive que gritar parada mesmo, porque corria o risco de deixar parte do dedo preso na porta e como sou muuuuito apegada às minhas coisas, especialmente às partes do meu maltratado corpinho, aguentei firme até ele abrir a porta.
Cara, não vou nem descrever a dor. Lembrei daquelas piadas que a pessoa morre e vai pro inferno. Só que não tinha graça. Nenhuma. Uma semana depois e só agora a coisa tá aliviando pro meu lado – mas ainda não tô conseguindo digitar direito, nem fazer algumas coisas que envolvam, por exemplo, aquele movimento de pinça, usando o indicador e o polegar, o que me faz lembrar que tem gente por aí que se acha melhor que muito bichinho só por ter esse movimento… sei não…
O dedo virou um pirulito de uva em poucos instantes. E nem todas as primeiras noites de todos os bebês do mundo juntos poderiam chegar ao chulé do que foi passar a noite com o dedo latejando. Pra completar, volta e meia eu batia o dedo machucado, o que me proporcionava viagens diárias até o inferno (ó a piada aí de novo. not) inteiramente de grátis.
Na quarta de tarde resolvi ir num ortopedista, que a coisa não tava melhorando e seguia magoando o dedo. Tirou raio X. Não quebrou. Falou que era pra eu ter ido lá na hora pra drenar o sangue que a dor teria ido embora no ato. “Aham, Cláudia, senta lá“. Por via das dúvidas pedi pra fazer um curativo pra proteger de novas batidas. De cara eu vi que a coisa não ia funcionar, porque o enfermeiro, com toda a delicadeza inerente ao ser humano, tascou-lhe uma tira enorme de esparadrapo bem em cima da unha. Mas eu não sou pessoa de ficar sabotando as coisas, nem reclamando de tudo, voltei pra casa com uma tala enorme. Antes tivesse colocado uma luva de boxe, como sugeriu Cuca. Passou quarta, quinta, sexta de tarde e eu não mais aguentava de dor. Esperei Cuca chegar de viagem pra eu criar coragem e tirar o tal do curativo. O que era um pirulito de uva, por pouco não virou um picolé. A adorada pessoa apertou tanto o meu dedo que tava atrapalhando a já malfadada circulação do pobre. ai ai…
Mas como eu disse já tá melhorando. O médico na consulta disse que não tinha como avaliar a extensão do trauma (anos assistindo séries como E.R., House, Grey´s Anatomy aumentou consideravelmente o meu vocabulário médico!), mas se a pancada atingiu a matriz da unha, provavelmente ela não voltará a nascer. Você sabe o que isso significa, né?! Vou ganhar 10% de desconto próxima vez que for à manicure!!!
Pegou a moral da estória?
Vapt Vupt
Posted on 15 July 2010 | 1 response
São assim as férias de meio de ano aqui. Na verdade, é só mesmo um recesso por conta do São João. Enquanto boa parte do Brasil está se preparando para curtir as férias ou recém começou a curti-las, Manu já retornou às aulas. Quatro anos de vida escolar (rs rs rs) e ainda não me acostumei com isso.
E as férias, além de curtas, desta vez foram debaixo de chuva. Acho que rolou piscina uma vez só, por dez minutinhos, que a água tava um gelo.
Dia 21 fomos ver Toy Story 3 em 3D. Muuuuuuuuito bom! Manu adorou! Mas chorou no final porque não pôde levar os óculos pra casa.
De minha parte, só uma observação. Cobrar a inteira para filmes 3D a “módica” quantia de R$22,00 deveria ao menos garantir óculos em perfeito estado, não é???
Aí foi chuva chuva chuva jogo do Brasil chuva chuva chuva jabulani vuvuzela chuva chuva chuva Brasil perdeu a copa chuva chuva chuva e mais chuva.
No finalzinho das férias, levamos Manu e Gabriel para patinar no gelo. Chegando no shopping encontramos um coleguinha da Manu, o xará Gabriel, que vai render um post muito em breve.
E assim foi. Quando mal nos demos conta, já estávamos organizando o estojo, arrumando a mochila, separando o uniforme…
Saia Justa
Posted on 14 July 2010 | No responses
Outras Casas
Posted on 12 July 2010 | 3 responses
Quer ver coisa tão boa (ou melhor!) que a casa da mãe? A casa da avó!
A casa da mãe da gente só tem o seu valor reconhecido depois que a gente alça voos mais longos. Aí é um lembra pra cá da comida preferida que a mamãe fazia, um lembra pra lá a cama macia e o toque especial em tudo o que ela fazer. Tanto que a gente acaba esquecendo os “eu já não mandei você arrumar seu quarto?”, “não esquece da salada e raspe o prato”, “sai da frente da tv (no meu tempo era a tv) e vai estudar” que ouviu repetidas vezes. Mas pra muitos é um norte, um porto seguro.
E tem a casa da avó… ah! coisa melhor do mundo! Eu tenho lembranças muito felizes das casas das minhas avós. Na casa da vovó Judith, mãe do meu pai, dia de festa era um alvoroço. Tias e primas mais velhas na cozinha, aquela renca de menino correndo pela casa, “ajudando” na preparação da festa.
A casa da vovó Cléa era o almoço de todo domingo, o QG das férias depois que nos mudamos pra Brasília. Eu adorava mexer no armário dela. Ela tinha brincos de pressão de tudo quanto era formato e tamanho que eu pudesse imaginar, era um experimenta-um-tira-coloca-outro sem parar. Caixinhas de música super delicadas. Tinha até aqueles pompons enormes para passar talco. Eu saía feito um fantasma do quarto, mal conseguindo respirar. Os Buddhas, um preto e um branco, cheio de moedas. As balas toffes que eu detonava antes do almoço. O melhor bolinho de bacalhau do mundo. E a fatia de bolo quente que ela tirava escondido pra mim e depois voltava a fechar o bolo pra ninguém reparar.
O tempo foi passando e hoje vejo Manu repetindo algumas atitudes minhas. Ela conhece os esconderijos onde vovó Vanda guarda os doces, os porta jóias. A vovó Regina também não escapa às investidas da moça quando a visitamos.
Fato é que tem dia que a gente acorda e a saudade aperta mais; aperta tanto que chega a machucar.














